Copa das Confederações: FINAL

A Copa das Confederações de 2013 terá uma final lógica. A seleção do país sede, o Brasil e a favorita Espanha. A seleção brasileira chega à final após uma classificação suada contra o Uruguai. O time brasileiro não conseguiu desenvolver bem o jogo, mas venceu a Celeste Olímpica por 2 x 1, com o gol da classificação nos minutos finais. Se o Brasil suou, a Espanha penou! Na semifinal contra a Itália foi surpreendida por uma Azzurra extremamente agressiva e com uma consciência tática impressionante. Em 90 minutos a Itália foi superior, principalmente no primeiro tempo. Nos 30 minutos de prorrogação a Espanha dominou as ações, mas só conseguiu a classificação nas penalidades máximas (ótimas cobranças, por sinal). O jogo terminou 0 x 0. Nos pênaltis, 7 x 6 para os espanhóis.


As SemifinaisA seleção brasileira demonstrou evolução em relação aos amistosos de preparação, mesmo assim oscilou na competição. Talvez a partida da semifinal contra o Uruguai tenha sido a sua pior no torneio. Por outro lado, o Uruguai demonstrou força, Cavani finalmente conseguiu se destacar na Copa das Confederações, não apenas com um gol marcado, mas foi importantíssimo na marcação/recomposição da equipe.


Destaque tático da partida



Os atacantes Suárez (9) e Cavani (21) tiveram grande importância tática na partida. Os jogadores acompanharam os laterais brasileiros durante quase todo o jogo, dificultando o desafogo da seleção pelas extremidades do campo. Essa, provavelmente, foi uma das razões para o baixo desempenho da seleção brasileira na partida.

A Itália foi a grata surpresa das semifinais da Copa das Confederações. O time comandado pelo técnico Cesare Prandelli encarou a favoritíssima Espanha de igual para igual. Os espanhóis se viram sufocados durante boa parte do confronto. A marcação Italiana “afogou” a Roja, principalmente no primeiro tempo. A Itália marcou no campo de ataque e a cada tiro de meta espanhol realizou uma verdadeira blitz, o que forçou Casillas a abrir mão da saída de bola mais curta descaracterizando o estilo de jogo do time. A Espanha só demonstrou superioridade na prorrogação. Os italianos pareciam mais cansados e não conseguiram marcar com tamanha eficiência, mesmo assim a partida foi para as cobranças de pênaltis e a Espanha venceu por 7 x 6.


Destaque tático da partida

A ilustração representa a “blitz” italiana nas cobranças de tiro de meta da Espanha. A marcação adiantada e individual forçava o goleiro espanhol a lançar a bola além do meio de campo, o que não faz parte do “menu espanhol”.

Além da eficiente marcação, a Itália criou as melhores chances de gol no primeiro tempo. Os italianos exploraram o corredor deixado pelo lateral Alba, o espanhol tem por característica o apoio ao ataque. As inversões de jogo (como mostra a ilustração) possibilitaram e facilitaram essa jogada pelo lado direito do ataque italiano.


A FINAL

Felipão tentará fazer o que fez Prandelli? Difícil afirmar, mas uma das possibilidades é explorar as costas do lateral Jordi Alba ou mesmo o lado posto com o limitado Arbeloa. Neymar certamente será incentivado a partir para cima do jogador espanhol e poderá fazer a diferença. Será que Felipão tentará “rechear” o meio campo brasileiro? Seria capaz de sacar Hulk do time e lançar Hernanes? Saberemos amanhã. A Espanha segue como a favorita, a Itália pode ter mostrado como diminuir a força dos espanhóis, mas é perigoso imaginar que a Roja está enfraquecida.


Terceiro Lugar

A disputa pelo terceiro lugar parece ingrata. Ingrata e com doses de sadismo. A partida acontecerá em Salvador e tem horário previsto para às 13:00. Com um sol escaldante veremos estratégias cautelosas? Os técnicos e as comissões técnicas estão, certamente, pensando nisso. O elenco italiano demonstra esgotamento físico, o Uruguai um pouco menos, mas muitos jogadores da Celeste atuam no futebol europeu e por isso estão jogando no limite físico. O que esperar dessa partida? Intensidade? Dificilmente. Que seja um bom jogo!





Neymar é o grande destaque do ataque brasileiro e poderá ser o “homem do jogo” se explorar bem a limitação do lateral direito Arbeloa. Paulinho está sendo na seleção o que é no Corinthians: O homem surpresa. Mas para essa final terá que ajudar e muito do meio campo para trás.





Como não destacar o meio de campo Espanhol? Nomes como Xavi e Iniesta são sinônimos de boa aposta. Passes precisos e lançamentos geniais poderão ser diferenciais nesse jogo.





Do Uruguai, volto a destacar Forlán e Suárez. Por mais que Cavani tenha feito sua melhor partida contra o Brasil, acredito que essa dupla poderá comandar a seleção uruguaia contra a Itália.





Sem Balotelli, a Itália volta a apostar quase todas suas fichas no “maestro” Pirlo. O meio campista Candreva aparece como figura essencial para a boa transição entre meio e ataque, o jogador da Lazio auxiliou na boa atuação do ala Maggio. Candreva sabe fazer a cobertura e também se apresenta bem ao ataque.


Brasil 1 x 2 Espanha
Uruguai 1 x 0 Itália


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Copa das Confederações: Semifinais

Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. Essas são as seleções classificadas para as semifinais da Copa das Confederações. Existe algum favorito? A Espanha continua como a grande favorita do torneio, embora o Brasil apresente crescimento e tenha o benefício de jogar em casa. E jogar em casa pode fazer toda a diferença. Muito mais que a torcida, o anfitrião no futebol conta com uma ajudinha extra: a simpatia da arbitragem. Não estou questionando a honestidade dos apitadores, mas sabemos que “na dúvida”…

Brasil e Uruguai entrarão em campo amanhã, Quarta-Feira (26), às 16 horas no estádio Mineirão (Belo Horizonte-MG). Mesmo mostrando evolução em relação aos amistosos de preparação para a Copa das Confederações, o Brasil ainda apresenta problemas. O setor com mais dificuldades é o meio. O jogo não flui, os lançamentos longos feitos pelos laterais (Daniel Alves e Marcelo, principalmente o segundo) e zagueiros (Thiago Silva e David Luiz) tornam-se jogadas essenciais. Mesmo assim, o ataque funcionou bem (marcou 9 gols). A defesa permanece forte, sofreu apenas 2 gols (ambos contra a Itália, com a classificação já assegurada). O Uruguai não é mais o mesmo de 2010 (4º colocado na última Copa do Mundo). Se na frente as opções são boas com Cavani, Suárez e Forlán, atrás… dor de cabeça garantida para o técnico Óscar Tabárez.

Se na Quarta-Feira teremos um duelo sulamericano, na Quinta-Feira é a vez de um confronto europeu. Espanha e Itália entrarão em campo às 16 horas no estádio Castelão em Fortaleza-CE. As duas seleções, visivelmente desgastadas com o fim da temporada européia, enfrentarão um inimigo em comum: A alta temperatura do nordeste brasileiro. Outro problema poderá ser a chuva, comum na região nessa época do ano. A Itália aparece como zebra, não poder ser fraca, longe disso, mas por ter a Espanha, a favorita, como adversária. O duelo repetirá a final da última Eurocopa disputado o ano passado, os italianos preferem ignorar o assunto (Espanha 4 x 0 Itália). Enquanto o Brasil sofre com a criação em seu meio-campo, a Espanha esbanja criatividade no seu tiki-taka (toque de bola característico) e dá show de entrosamento no setor.  A Itália com sua proposta de jogo mais agressiva que o habitual, tentará derrubar a Espanha sem seu jogador mais carismático e habilidoso: Balotelli! O atacante sofreu uma lesão na coxa esquerda na última partida da fase de grupos contra o Brasil e já voltou para a Itália.



Neymar é o destaque ofensivo da equipe, com gol em todos os jogos da primeira fase, o ex-atacante do Santos demonstra ser a referência do ataque brasileiro e símbolo da habilidade da Seleção canarinho. O atacante também aparece como o jogador mais faltoso da competição (13 faltas cometidas). O grande número de faltas pode ser explicado pela marcação pressão, ainda em ajuste, do time. O outro destaque está no setor defensivo, o “monstro” Thiago Silva. Além de capitão, o zagueiro demonstra segurança e dá uma boa opção de contra-ataque com seus lançamentos longos.



Xavi e Iniesta parecem opções sem criatividade, mas é justamente pelo poder criativo que cito esses dois excelentes meio-campistas. São os maestros e símbolos dessa geração de futebolistas espanhóis. Xavi ganhou a torcida brasileira na partida de estréia da Roja. Uma genial “matada de bola” com o calcanhar. Iniesta demonstra ser essencial na ligação meio-ataque com sua facilidade de transitar pelos dois setores da equipe.





Pirlo representa a liderança técnica da Azzurra. O jogador ficou fora da partida contra o Brasil e fez muita falta ao time italiano. O “volante” é uma peça essencial no setor de criação da Itália, assim como nas jogadas de bola parada. Mario Balotelli sofreu uma lesão na coxa no jogo contra o Brasil e desfalcará a seleção italiana. O atacante já voltou para casa.



Pouca coisa mudou desde o início da Copa das Confederações para a seleção uruguaia. A Celeste Olímpica ainda é dependente de seus jogadores de ataque. Mas para frustração do técnico Óscar Tabárez, Edinson Cavani ainda não conseguiu brilhar na competição, por isso cito Forlán e Suárez como destaques da primeira fase nesse envelhecido time uruguaio.





Brasil: O meia Oscar demonstra muito desgaste físico, foi o jogador brasileiro com mais partidas disputadas na temporada, com isso o desempenho do jogador é prejudicado. Mesmo assim Felipão não o poupou da última partida da primeira fase contra a Itália (o Brasil já estava matematicamente classificado). Isso demonstra a importância de Oscar para a seleção, mas também pode indicar a falta de confiança do técnico com o meia Jadson. O atleta do São Paulo ainda não entrou em campo nessa Copa das Confederações. Jadson é café com leite, Felipão?

Espanha: É difícil cornetar a Fúria, mas ainda tenho implicância com o lateral direito Arbeloa. O jogador do Real Madrid não comprometeu até aqui, mas…

Itália: Tudo bem que Prandelli propõe um estilo de jogo mais agressivo, mas isso não justifica as falhas defensivas da seleção italiana. Com a contusão de Abate (lateral direito) a situação complica ainda mais, seu substituto imediato é o ala Maggio, conhecido por sua deficiência defensiva. E agora, Prandelli?


Uruguai: O Uruguai ganhou meu respeito e o respeito de muitos (e até a simpatia) pela excelente campanha na Copa do Mundo da África do Sul, mas o time está em baixa. A defesa é um grande problema. Jogadores lentos como Lugano e Godín comprometem demais a setor defensivo uruguaio… Tabárez, Coates pode não ser um gênio, mas merece vaga no time!




Final: Brasil x Espanha.
Palpites: Brasil 3 x 2 Uruguai / Espanha 2 x 0 Itália.


 
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Copa das Confederações: Grupo B


No grupo B da Copa das Confederações estão Espanha e Uruguai, respectivamente primeiro e quarto colocados da última Copa do Mundo. A seleção Espanhola, ainda em alta, é a favorita. Classificada para a Copa das Confederações por ser a última campeã Mundial, a Fúria também garantiu o título da Eurocopa 2012 ao golear na final a tradicional Itália por 4 x 0. O Uruguai, surpresa da última Copa do Mundo, encontra um pouco de dificuldades na renovação da equipe. Com muitos jogadores experientes, o maior desafio do técnico Óscar Tabárez é rejuvenescer a Celeste Olímpica. O Taiti chega ao Brasil como a seleção mais limitada. O classificado da Oceania precisa profissionalizar seu futebol para tentar voos mais altos. Já a Nigéria, representante Africano, disputará o torneio rodeada por problemas. Os jogadores nigerianos protestam e exigem a revisão do prêmio oferecido originalmente pelos dirigentes de sua Federação caso consigam a classificação para o Mundial de 2014.



A Espanha chega ao Brasil como a favorita ao título. Ainda com problemas no comando de ataque, a Fúria esbanja qualidade no meio-campo com Xavi, Iniesta, David Silva, Juan Mata, Fàbregas e Santi Cazorla no elenco.

Figuras

Formação


A formação, da ilustração anterior, não está confirmada, mas é a base do amistoso, o último antes da viagem ao Brasil, realizado no dia 11 de Junho (Espanha 2 x 0 Irlanda). O técnico Vicente Del Bosque testou variações desse sistema e utilizou outros jogadores durante a partida. O treinador espanhol parece não ter certeza se jogará com um “9” ou se organizará seu time sem um jogador de referência no ataque. Torres parece perder espaço, Villa começou jogando contra a Irlanda, mas foi substituído por Soldado. O jogador do Valencia marcou um dos gols da partida na segunda etapa.

Variações


A constante variação tática é um dos trunfos da Espanha. David Silva começou o jogo contra a Irlanda aberto pela direita, mas funcionava como armador centralizado em vários momentos da partida. Nesse modelo, Pedro se posicionou como atacante pela direita com Villa pela esquerda.

Losango no meio

Ao jogar centralizado, Silva muda o desenho do meio-de-capo da Fúria. Nessa disposição tática percebemos um losango no meio. Villa e Pedro jogam mais abertos no ataque. Em momentos específicos, David Silva aparece como homem surpresa (falso nove).

Abrindo espaços
Abrindo o jogo. Quando o adversário recua é preciso buscar novos espaços. Nesse momento o lateral direito Arbeloa limita sua participação ofensiva, Pedro passa a jogar como um meia-atacante aberto pelo lado direito com Alba (lateral esquerdo) fazendo papel semelhante pela esquerda. O lateral do Barcelona, nessa função, atua como ala, mas sem perder a obrigação defensiva.

Cornetando

Arbeloa é um jogador voluntarioso, mas limitado. Não pensaria duas vezes em tirá-lo do time titular. A primeira opção do elenco seria o jovem, também lateral, Azpilicueta. Contra o jogador do Chelsea está a falta de rodagem na seleção. A segunda opção: Sergio Ramos. O zagueiro do Real Madrid já jogou na lateral. Tem boa velocidade e boa cobertura. O problema em improvisar Ramos na lateral é escolher seu substituto para a zaga. Sem Puyol, a primeira – e única – opção do elenco é Raul Albiol. Contra o reserva do Real Madrid pesa a falta de ritmo de jogo. Minha solução: Sergio Ramos na lateral direita e Javi Martínez na zaga. Uma dupla improvisação arriscada, mas que privilegiaria a qualidade técnica.





Os destaques
da Seleção Nigeriana

“Notavelmente, apenas dois jogadores de linha com mais de 25 anos foram convocados para a Copa Africana de Nações 2013. Entre eles estava John Obi Mikel, que mostrou liderança em campo após muitos anos de altos e baixos com a seleção. Victor Moses, companheiro de Mikel no Chelsea, é sempre uma ameaça pelos flancos. Outros nomes em ascensão são o atacante Emmanuel Emenike, um dos artilheiros da Copa Africana, e o zagueiro Efe Ambrose, que defende o Celtic na Escócia” (texto retirado do site oficial da FIFA: http://pt.fifa.com/confederationscup/teams/team=43876/profile.html).





Os destaques do Taiti

“Vários nomes que estiveram presentes no Egito 2009 prometem fortalecer muito a seleção principal, como Lorenzo Tehau e Stephane Faatiarau. O técnico Eddy Etaeta também contará com jogadores como Raimana Lee Fung Kuee, Axel Williams e Xavier Samin, que exercem o papel de líderes. Mas as esperanças do Taiti receberão um grande impulso se a equipe conseguir contar com o atacante Marama Vahirua, eleito Jogador do Ano da Oceania em 2005, que atua pelo Nancy, da França” (texto retirado do site oficial da FIFA: http://pt.fifa.com/confederationscup/teams/team=43981/profile.html) .




A seleção uruguaia, comandada pelo técnico Óscar Tábarez, não vive seu apogeu. O time, quarto colocado do último Mundial, demonstra queda de rendimento e, aparentemente, precisa de renovação. Alguns jogadores como Lodeiro (do Botafogo) aparecem como misto de promessa e realidade ganhando mais espaço no selecionado uruguaio. Na zaga, outro nome também conquista a titularidade merecidamente: Sebastian Coates. O zagueirão foi alvo do São Paulo, mas acabou sendo contratado pelo Liverpool (Inglaterra) no segundo semestre de 2011. No ataque está o ponto forte desta seleção, os cobiçados Luis Suárez (Liverpool – ING) e Edinson Cavani (Napoli – ITA) prometem infernizar as defesas adversárias.




Chute
Classificados do grupo: Espanha e Uruguai.


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Copa das Confederações: Grupo A


O grupo A da Copa das Confederações apresenta seleções com boa técnica, além dos bons valores individuais. O Japão tem como característica a boa aplicação tática, mas também demonstra aperfeiçoamento técnico. Bons jogadores formam o elenco dessa geração japonesa, muitos deles atuam nos grandes campeonatos da Europa. O México não vive seu melhor momento, mas conta com bons jogadores e a tradição de ser um adversário “chato”, difícil de ser batido. A tradicional Itália está renovada e apresenta uma proposta de jogo agressiva, a azzurra promete dar trabalho. Já a seleção brasileira está correndo contra o tempo em busca de um time para 2014.



Além da maior obrigação, por jogar em casa, o Brasil precisa aproveitar o momento para acelerar a preparação de um time para a Copa do Mundo de 2014. A mudança no comando técnico redefiniu alguns conceitos e causou uma ruptura na proposta de jogo do selecionado canarinho. Felipão será o comandante para 2014 e, correndo contra o tempo, pretende definir uma base para o próximo Mundial, mas sem esquecer o desempenho e cobiçando, sem dúvidas, o título em disputa.

Figuras:

Formação:

(formação do jogo contra a Inglaterra, com Marcelo substituindo Filipe Luis)



Mesmo demonstrando avanços, ainda não é possível apontar qual a disposição tática base dessa seleção. No amistoso contra a Inglaterra no dia 02 de Junho, Felipão jogou com Oscar e Hulk abertos, Neymar funcionou (a maior parte do tempo) como um “ponta-de-lança” (como na ilustração anterior). Já no último amistoso de preparação contra a França, no dia 09 de Junho, houve uma pequena mudança na estrutura tática da seleção. Oscar passou a ser o armador mais centralizado, com Neymar e Hulk abertos (figuras abaixo).

Movimentação do ataque brasileiro:


A formação tática é apenas um guia, não necessariamente fixo. Quanto mais movimentação, mais eficiente será. Essas variações podem definir o sucesso ou o fracasso de um time. O mais importante é encontrar um padrão, uma maneira de jogar, um estilo. Uma equação que permita equilibrar os setores, e, o mais importante, que permita explorar as potencialidades da equipe. Neymar, com o potencial que tem, não pode ficar refém da ponta-esquerda. Assim como Oscar não pode jogar sempre aberto. E assim por diante. Material humano existe e as opções são boas.



A baixa estatura e a falta de “malandragem” ainda aparecem como os maiores obstáculos para a seleção japonesa. Mas experiência não falta a boa parte do elenco japonês. Destaco alguns jogadores com excelente técnica e que poderão fazer a diferença, são eles: Kagawa (Manchester United), Honda (CSKA) e Nagatomo (Inter de Milão).

Os convocados do técnico Alberto Zaccheroni:

Goleiros:
(1) Kawashima, (12) Nishikawa, (23) Gonda.

Defensores:
(2) Inoha, (3) Sakai, (5) Nagatomo, (6) Uchida, (15) Konno, (16) Kurihara, (21) H. Sakai, (22) Yoshida.

Meio-campistas:
(4) Honda, (7) Endo, (8) Kiyotake, (10) Kagawa, (13) Hosogai, (14) Nakamura, (17) Hasebe, (19) Inui, (20) Takahashi.

Atacantes:
(9) Okazaki, (11) Havenaar, (18) Maeda.


A seleção mexicana não passa por um bom momento, com dificuldades nas eliminatórias da CONCACAF para a Copa do Mundo de 2014, o selecionado mexicano chega ao Brasil com muitas preocupações, afinal pouco vale conquistar a Copa das Confederações se a vaga para o Mundial de 2014 não for assegurada. Mas o México não será menos competitivo por isso, não deixará de ser um adversário difícil de ser batido. Destaque: Chicharito Hernández, atacante do Manchester United. Outro bom valor desse time mexicano é o meia-atacante Giovanni dos Santos que infelizmente não consegue ultrapassar a barreira de ser uma promessa.

Os convocados do técnico Manuel de la Torre:

Goleiros:
(1) Ochoa, (12) Corona, (23) Talavera.

Defensores:
(2) Rodriguez, (3) Salcido, (4) Reyes, (5) Molina, (13) Meza, (15) Moreno, (20) Torres, (21) Mier, (22) Flores.

Meio-campistas:
(6) Torrado, (7) Barrera, (10) G. dos Santos, (11) Aquino, (16) Herrera, (17) Zavala, (18) Guardado.

Atacantes:
(8) Reyna, (9) De Nigris, (14) Chicharito Hernández, (19) Jimenez.

Além da tradição, a Itália de Cesare Prandelli (técnico) demonstra um maior desejo em controlar o jogo. A agressividade também aumentou, a marcação é alta (começando no campo de ataque) para “afogar” o adversário. Mas essa “ousadia” custou caro na final da última Eurocopa. A Itália foi goleada pela Espanha por 4 x 0. Apesar disso, a característica não mudou. O que mudou foi a experiência acrescentada ao currículo de alguns jovens. Certezas e promessas que ao lado dos experientes Pirlo e Buffon prometem dificultar o jogo e tirar o adversário de sua zona de conforto, independente da camisa, afinal, tradição não falta à squadra azzurra.

Os selecionados de Prandelli:

Goleiros:
(1) Buffon, (12) Sirigu, (13) Marchetti.

Defensores:
(2) Maggio, (3) Chiellini, (4) Astori, (5) De Sciglio, (15) Barzagli, (19) Bonucci, (20) Abate.

Meio-campistas:
(6) Candreva, (7) Aquilani, (8) Marchisio, (16) De Rossi, (18) Montolivo, (21) Pirlo, (22) Giaccherini.

Atacantes:
(9) Balotelli, (10) Giovinco,  (11) Gilardino, (14) El Shaarawy. (17) Cerci, (23) Diamanti.


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Chute
Classificados do grupo: Brasil e Itália.


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Copa das Confederações 2013

Está chegando a hora! No próximo Sábado (15) teremos o pontapé inicial para mais uma Copa das Confederações, torneio que funciona como um teste para a Copa do Mundo. Além de medir a capacidade de organização do país-sede, o torneio proporciona rodagem para algumas seleções que disputarão o Mundial de 2014.

Brasil x Japão: O jogo de abertura acontecerá no estádio Mané Garrincha (Brasília) às 16h00.

Lado negativo: O torneio é realizado no período de férias dos principais campeonatos europeus e por isso muitos atletas jogarão no limite físico (o que poderá e deverá comprometer o desempenho das seleções). Vale lembrar que a Copa do Mundo é realizada nessas mesmas condições.

Números: Oito edições foram realizadas até aqui. O Brasil é o país com mais títulos (3), seguido pela França (2), Argentina (1), México (1) e Dinamarca (1).

Participantes: Oito seleções participam do torneio. Os seis campeões continentais (Américas do Norte/Central, América do Sul, África, Europa, Ásia e Oceania – veja a figura abaixo). As outras duas vagas são reservadas ao atual campeão da Copa do Mundo e ao país-sede.


AFC: Japão (campeão Copa da Ásia 2011)
UEFA: Itália (vice-campeã da Eurocopa 2012);
CONCACAF: México (campeão da Copa Ouro 2011);

OFC: Taiti (campeão da Copa das Nações da Oceania);

CONMEBOL: Uruguai (campeão da Copa América 2011);
CAF: Nigéria (campeã da Copa das Nações Africanas 2013);
Outras vagas: Espanha (Campeã da Copa do Mundo 2010) e Brasil (país-sede).


Os Grupos:

Os Estádios:

(imagens retiradas – e editadas – dos sites Fifa e ESPN BR)

A Primeira Fase (fase de grupos):

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Neymar no Barcelona

Neymar é do Barça! Surpresa? Nenhuma! Mas a novela foi alimentada por um bom tempo. Esqueçamos esses detalhes, o ex-jogador do Santos foi apresentado oficialmente ontem, Segunda-Feira (03/06/13). A cerimônia aconteceu no estádio Camp Nou no início da tarde (no horário Brasileiro) para um público de aproximadamente 56 mil torcedores.

Com o fim do mistério, outras especulações ganham espaço: Neymar será titular? Qual camisa (número) usará? Qual será sua posição em campo? Minhas respostas: Sim, será titular (com paciência e dedicação). Usará a 11 (atualmente com Thiago Alcântara). O posicionamento poderá variar, assim como o esquema tático do time (uma característica comum e marcante). Como exercício imaginativo, escalo aqui o provável Barcelona com Neymar:

Considerando: (1) Valdés, (2) Daniel Alves, (3) Piqué, (5) Puyol, (18) Alba, (16) Busquets, (6) Xavi, (8) Iniesta, (4) Fàbregas, (10) Messi, (11) Neymar.

Formação 1

Minha formação ideal no 4-4-2 com Fàbregas atuando como armador centralizado.

Formação 2

Com os mesmos jogadores variando para o 3-5-2 com Busquets fazendo o papel de líbero, Daniel Alves e Alba mais abertos.

Formação 3

Pequena variação do esquema anterior com Messi jogando como ponta-de-lança e Neymar como “falso nove”.

Formação 4

Nessa disposição tática, Alba funciona como terceiro zagueiro (atuou assim algumas vezes na temporada) com Neymar aberto pela ponta-esquerda. Fàbregas fazendo as funções de ponta-de-lança e armador, com Messi no comando de ataque. Essa possibilidade não me agrada, Alba tem como característica mais marcante o apoio. Neymar teria mais obrigações táticas e ao acompanhar  o lateral ficaria distante da área. Esse sacrifício seria atenuado pela característica do time: a posse de bola. Assim,  esse dever defensivo seria pouco exercido ao longo dos 90 minutos.

Formação 5

Sai Fàbregas, entra Villa (7). Messi assumiria a função exercida por Fàbregas e Villa comandaria o ataque.

Formação 6

Variação do esquema anterior do 3-6-1 para o 4-3-3. Ataque formado por Neymar e Messi mais abertos com Villa (7) centralizado.


Detalhe: Especulações não faltam e a janela do mercado europeu promete. Muitos são os nomes apontados como reforços para o Barcelona, mas alguns jogadores poderão deixar o clube como Valdés (que não pretende renovar o contrato válido até 2014), Thiago Alcântara, Fàbregas, Villa, Alexis Sánchez entre outros. Por isso mesmo as projeções feitas aqui não passam de exercício imaginativo.



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Brasil 2 x 2 Inglaterra – Amistoso

Nesse último Domingo, 02 de Junho, a Seleção brasileira de futebol recebeu o selecionado inglês em amistoso preparatório para a Copa das Confederações. O jogo marcou a reinauguração – ou melhor – a inauguração do “novo Maracanã” (totalmente descaracterizado, mas esse é assunto para outra postagem). A partida terminou empatada por 2 x 2 (segue a leitura tática do primeiro tempo).

Escalações

Brasil
12) Julio Cesar
2) Daniel Alves
3) Thiago Silva
4) David Luiz
14) Filipe Luis
17) Luiz Gustavo
18) Paulinho
11) Oscar
19) Hulk
10) Neymar
9) Fred
Técnico: Luis Felipe Scolari

Inglaterra
1) Hart
2) Johnson
5) Cahill
6) Jagielka
3) Baines
4) Carrick
7) Jones
8) Lampard
11) Milner
9) Walcott
10) Rooney
Técnico: Roy Hodgson

Disposição tática

Marcação por zona

Variação meio/ataque

Variação do ataque brasileiro

(Carrick nessa formação aparece como “homem da sobra” funcionando como terceiro zagueiro/líbero)

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