“OXO”! Um dos jogos mais esperados no retorno dos campeonatos na Europa foi uma decepção. A partida não foi ruim, mas ficou devendo. Uma dívida de gols e de jogadas individuais. Foi um jogo de times espelhados não apenas taticamente, mas espelhados em falta de criatividade, agressividade e brilho.



Os times

1) De Gea, 4) Jones, 5) Ferdinand, 15) Vidic e 3) Evra; 23) Cleverley e 16) Carrick; 25) Valencia, 19) Welbeck e 10) Rooney; 20) Van Persie.


1) Cech, 2) Ivanovic, 24) Cahill, 26) Terry e 3) A. Cole; 7) Ramires e 8) Lampard; 15) De Bruyne, 17) Hazard e 11) Oscar; 14) Schürrle.



Movimentação

Manchester United:

O principal “agente tático” do United foi Rooney. O atacante/meia/ponta/volante buscou jogo e foi o principal armador do time. Os vermelhos alternaram o esquema tático em vários momentos da partida. Rooney funcionou como segundo atacante (seta amarela) e quando isso acontecia, Van Persie (10) caia pela direita no comando de ataque. O camisa 10 do Manchester também comandava as ações no meio campo (seta vermelha), nesses momentos Welbeck (19) se juntava ao holandês no ataque (seta amarela).



Chelsea:

No Chelsea, a movimentação tática foi maior. Os jogadores ofensivos se alternavam com mais frequência. Sem um centroavante  típico, o alemão Schürrle atuou no setor a maior parte do tempo, os azuis trocaram de posição em quase toda a partida. Oscar (11) e Hazard (17) alternaram como o jogador central de armação (<—>). O brasileiro, em alguns momentos, também atuou pelo lado direito do campo, principalmente na primeira etapa.



ROONEY:

O jogador do United foi volante, meia, atacante e defensor. Os “botões” cinzas mostram a movimentação e atuação de Rooney. Em alguns momentos o jogador se juntou à linha de volantes formada por Carrick (16) e Cleverley (23). Essa movimentação não indica, necessariamente, uma ação defensiva. Rooney voltava para armar e iniciar as jogadas. Também foi armador pelos dois lados. No segundo tempo demonstrou uma disposição invejável ao cobrir a subida do lateral mais ofensivo do time, Evra (3). Em certo momento Rooney desarmou o ataque do Chelsea na linha de fundo.

Depois da entrada de Ashley Young (18), Rooney “caiu” mais pela esquerda. Nessa posição, e aproveitando as características de Young, Rooney arriscou algumas vezes as inversões de jogo com lançamentos longos nas costas de Ashley Cole, o lateral mais ofensivo do Chelsea.



OSCAR:

O brasileiro foi quase a versão Rooney no Chelsea pela constante movimentação e alteração como “peça tática”. Oscar jogou pelas pontas (esquerda e direita), foi armador central, se juntou à linha de volantes formada por Ramires (7) e Lampard (8). Mais que isso, o meia buscou jogo e até começou a armar o time antes das linhas de volantes. Buscou bola com os zagueiros do seu time e melhorou a saída de bola do Chelsea (movimentação representada pelas linhas azuis e “botões” em preto).



As alterações

Manchester United:
Valencia (25) por Ashley Young (18) aos 21 minutos do 2º tempo.
Welbeck (19) por Giggs (11) aos 33 minutos do 2º tempo.

Chelsea:
De Bruyne (15) por Torres (9) aos 14 minutos do 2º tempo.
Schürrle (14) por Mikel (12) aos 42 minutos do 2º tempo.
Hazard (17) por Azpilicueta (28) nos acréscimos.



Polêmica:

Assim como lances de perigo, os lances polêmicos foram poucos. O United reclamou de dois lances na área. No primeiro, por volta dos 15 minutos do segundo tempo, a bola bateu no braço de Lampard. Bola na mão. No segundo lance a bola bateu no corpo de Mikel, nada a marcar.


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