A tarefa de Neymar parece fácil, substituir Alexis Sánchez ou Pedro Rodriguez? Moleza! Dependendo da carga que se dá, pode ser simples assim. Ao acompanhar uma transmissão, percebemos tendências. Até construímos conceitos e passamos a acreditar no comentário como uma verdade absoluta. Cuidado!





Sánchez, embora não tenha feito uma boa temporada (2012/2013), é um ótimo jogador. Agressivo e rápido, muitas vezes tenta a jogada individual. Um erro? Não, talvez tenha faltado justamente isso ao jogador nesses últimos meses. Não é ignorando suas características que será efetivado como titular.





Pedro, embora “garimpado” do San Isidro ainda muito jovem (por volta dos 16 anos, 2003/2004), pode ser considerado “prata da casa”. O jogador passou pelas equipes C, B até chegar ao time profissional e foi uma espécie de amuleto na campanha vitoriosa do Barça na Liga dos Campeões 2010/2011. Desconhecido por muitos, Pedrito teve, talvez, seu melhor momento na equipe. Na temporada passada também não foi destaque, mas é figura constante na seleção espanhola, até como titular.





Neymar chega cercado por muita expectativa. É jogador da seleção brasileira, titular absoluto e protagonista! Tem tudo para conquistar uma vaga na equipa base do Barcelona, mas é preciso calma e sabedoria para não ficar refém da ponta-esquerda. Sim, a “zona de conforto” do ex-santista poderá ser uma barreira para seu progresso.





É muito cedo para tirar conclusões. No amistoso Barcelona x Santos, na última Sexta-Feira (02/08), o jovem atacante entrou na segunda etapa e teve o prazer de dividir o gramado com Messi por pouco tempo, em torno de 16 minutos. Neymar foi bem, mas poderia ter feito mais. Tentou participar do jogo coletivo ao trocar passes, não arriscou muitas jogadas individuais, mas se apresentou para o jogo e recebeu várias bolas dos companheiros. O grande problema foi seu posicionamento. Na ponta-esquerda, não estático, mas preso.





Diferente de Pedro, a quem substituiu, Neymar não trocou de lado com Sánchez. Pedro e Alexis fizeram algumas boas tabelas na primeira etapa e construíram boas jogadas, não como pontas, distantes e opostos, mas como uma dupla de atacantes. Bem verdade que Neymar não teve tanto tempo para isso, o jogador chileno saiu do jogo pouco tempo depois da entrada do brasileiro. Mas faltou mobilidade. Em poucos momentos apareceu no meio e, talvez por isso, teve poucas chances de gol. O brasileiro deu excelente passe para Fàbregas marcar, mas poderia ter feito um pouco mais. Pelo menos é o que se espera de um jogar com tanta qualidade.





Não desmerecendo Sánchez ou Pedro, mas parece natural que Neymar ganhe mais oportunidades como titular. Também é natural que consiga a confiança do treinador Tata Martino. Mas para que isso aconteça, Neymar precisará fazer mais que os dois e tem tudo para fazer, basta esquecer sua zona de conforto. Basta participar do jogo coletivo e não esquecer que foi contratado para fazer a diferença, mesmo dividindo holofotes com o melhor do mundo.


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