Fim de papo! Está encerrada mais uma edição da Copa das Confederações! Ontem, Domingo (30/06), foi definido o “pódio” da competição (imagem acima). O Brasil trucidou a campeã mundial por 3 x 0, enquanto a Itália superou a forte temperatura, o desgaste e a Celeste (decisão nos pênaltis).


A seleção italiana superou o Uruguai e ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações. O técnico da Azzurra, Cesare Prandelli, lançou alguns reservas, poupou seu principal jogador, Pirlo, e contornou o fantasma que rondava o elenco da Itália: O cansaço! O jogo foi movimentado, os italianos começaram pressionando e foram melhores em boa parte do cotejo. Uma das surpresas na equipe titular foi o meia-atacante Diamanti. O jogador do Bologna participou diretamente dos dois gols da Itália. Cavani foi o destaque da seleção Uruguaia ao marcar duas vezes. A partida terminou empatada nos 90 minutos (2×2) e na prorrogação (sem gols). Nos pênaltis a Itália foi mais eficiente e venceu por 3×2 (Aquilani, El Shaarawy e Giaccherini/ Cavani e Suárez). Forlán, Cáceres e Gargano bateram mal e facilitaram a vida do goleiro Buffon. O lateral De Sciglio foi o único italiano a perder a cobrança.

Gols no tempo normal: Cavani (2) – Uruguai/ Astori e Diamanti (Itália).

O Brasil surpreendeu a Espanha e fez o primeiro gol (Fred) no segundo minuto de jogo. Os comandados de Felipão pressionaram a saída de bola espanhola, dificultando a troca de passes da Roja. Os outros gols foram marcados por Neymar (aos 43 de primeiro tempo) e Fred, o segundo dele, aos 2 minutos do segundo tempo. O Brasil não jogou com 3 zagueiros como fez a Itália (na semifinal contra a Espanha), mas conseguiu rechear seu meio de campo. Luiz Gustavo, que nos jogos anteriores fez o papel de líbero em alguns momentos, jogou como primeiro volante e teve como principal alvo de marcação o meia Iniesta. Com isso, Paulinho jogou pelo lado esquerdo com o papel de acompanhar o volante/meia Xavi. Oscar voltou a jogar bem e Neymar foi o destaque.




Alguns duelos táticos foram marcantes na final. O mais aguardado e perigoso, para os espanhóis, acabou se confirmando, o que foi ótimo para a seleção brasileira. Arbeloa sofreu ao marcar Neymar no “mano a mano”. Um duelo para lá de ingrato. As boas surpresas brasileiras foram Paulinho e Luiz Gustavo que trabalharam muito bem e  formaram uma bela dupla de volantes. O jogador do Corinthians foi deslocado para a esquerda e marcou Xavi com eficiência, enquanto do lado direito, Luiz Gustavo  limitou o desempenho de Iniesta, o melhor jogador espanhol na competição.


A seleção italiana voltou a mostrar sua força. E consolida o estilo agressivo e leve proposto por seu treinador Prandelli. Além disso, a Azzurra apresenta boas variações de jogo e alterna formações táticas e escalações de acordo com o adversário. Grata surpresa!

A seleção brasileira está fortalecida! Não apenas com o título, mas com a confiança de que pode enfrentar as grandes potências. Além de ter reconquistado boa parte da torcida (carente e à espera de uma seleção com mais brilho e “pegada”).  Alguns ajustes podem e devem ser feitos e variações de jogo precisam ser testadas para aumentar o repertório do time.

A Espanha não morreu. Continua sendo uma das grandes seleções e merece todo o respeito, mas esteve muito abaixo do seu potencial na Copa das Confederações e precisa repensar algumas questões. Del Bosque, que não contou com Xabi Alonso (machucado), abriu mão do segundo volante e voltou a apostar no camisa 9. Não funcionou! A lateral direita também precisa de novos testes. Uma possibilidade é voltar a escalar Sergio Ramos no setor e lançar outro zagueiro. Ou fazer o mais simples e passar a confiança necessária para o promissor Azpilicueta.





Os palpites para os dois jogos foram por água abaixo, 100% de erro! Sem chutões nas próximas postagens!


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