Dexter – O Fim da Série


Nunca fui tão fã de séries. Era feliz e não sabia!?

Trocentas horas acompanhando uma história com vários fragmentos. Pequenas representações, personagens interessantes e variados… tudo feito para cativar.

Trocentas horas aguardando a volta de cada temporada. Aquela expectativa tão comum nesse tipo de formato.

Trocentas horas com aquela esperança: Eles vão consertar essas falhas, vão perceber o erro, vão fazer valer a pena…

Mais trocentas horas de frustração ao acompanhar por insistência algo tão interessante sendo desfeito…

Trocentas horas para perceber que poucas horas foram, de fato, significativas. A primeira. A segunda temporada? Algo mais?.. 6 temporadas “extras”. Desnecessárias, talvez!

Uma pena!
Tchau, DEXTER!


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Barcelona 4 x 0 Ajax (UEFA Champions League)

Chocolate! Embora o Ajax tenha começado bem a partida, Messi foi mais uma vez o diferencial. O argentino marcou três dos quatro gols do Barcelona. O time holandês teve algumas chances e poderia ter feito pelo menos dois gols, um deles de pênalti (defendido por Victor Valdés).



Os dois times jogaram com a mesma distribuição tática (4-3-3), mas na prática o Ajax fechava a defesa com duas linhas de quatro. No Barcelona, Messi fez várias funções, jogou como armador central, meia pela direita, segundo atacante e até como “falso nove”. Essa última função foi dividida com Alexis Sánchez, o chileno jogou boa parte da partida como um atacante pela direita com Neymar do lado oposto, mas em momentos específicos se posicionou como centroavante para ser a referência.

O Barcelona:

1) Valdés, 22) Daniel Alves, 3) Piqué, 14) Mascherano e 21) Adriano; 16) Busquets, 4) Fàbregas e 8) Iniesta; 10) Messi, 11) Neymar e 9) Alexis Sánchez.

Variação:

Messi em vários momentos voltou até o campo de defesa para armar a equipe (setas azuis), principalmente na primeira etapa. Já no segundo tempo a função foi delegada a Fàbregas. Sánchez funcionou como homem de referência na área em algumas oportunidades. Quando isso acontecia, Daniel Alves subia ao ataque para fazer a função do chileno.


Messi (3)
Piqué (1)

Aos 21 minutos do primeiro tempo Messi sofreu falta na entrada da área, ele mesmo fez a cobrança e abriu o placar. Aos 10 minutos do segundo tempo o argentino voltou a marcar, dessa vez durante um contra-ataque, o garçom foi o volante Sergio Busquets. 14 minutos depois, aos 24, em um cruzamento de Neymar, foi a vez do zagueiro Piqué subir mais alto na área e cabecear para o fundo do gol. Cinco minutos mais tarde, aos 29 do segundo tempo, depois de uma tentativa de Alexis Sánchez, a bola foi recuperada ainda no ataque e Messi voltou a marcar.


Barcelona:
Xavi (entra), Fàbregas (sai) – 26 minutos do segundo tempo.
Pedro (entra), Neymar (sai) – 26 minutos do segundo tempo.
Bartra (entra), Piqué (sai) – 34 minutos do segundo tempo.

Ajax:
Serero (entra), S. de Jong (sai) – 14 minutos do segundo tempo.
Van der Hoor (entra), Moisander (sai) – 28 minutos do segundo tempo.
Schöne (entra), Blind (sai) – 33 minutos do segundo tempo.





Com três gols na partida a escolha é fácil. Ao marcar o primeiro gol de falta, Messi chegou a um número marcante. Foi o 60º gol do argentino na Liga dos Campeões da UEFA. O maior artilheiro da história da competição é o espanhol Raúl com 71 gols marcados. Alguém duvida que Messi chegará nessa marca? Faltam 9 gols.



Valdés fez ótimas defesas durante a partida e foi além ao defender a penalidade cobrada por Sigthórsson aos 31 minutos da segunda etapa.


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Supercopa da UEFA: Bayern x Chelsea

Jogão! Não exatamente pela técnica, mas também por ela. Não apenas pela emoção, principalmente por ela! Bayern de Munique e Chelsea fizeram uma ótima final com direito a prorrogação, gol no minuto final e penalidade defendida na última cobrança!

Disposição tática

Bayern de Munique:

1) Neuer, 13) Rafinha, 17) Boateng e 27) Alaba; 21) Lahm, 39) Kroos, 25) Müller, 7) Ribery e 10) Robben; 9) Mandzukic.

Chelsea:

1) Cech, 2) Ivanovic, 24) Cahill, 4) David Luiz e 3) A. Cole; 7) Ramires, 8) Lampard, 11) Oscar, 14) Schürrle e 17) Hazard; 9) Torres.



Análise Tática

Bayern:

Rafinha (13) muitas vezes se posicionou como um terceiro zagueiro. A linha defensiva era formada por ele, Boateng (17) e Dante (4). Esse último abria para cobrir as subidas de Alaba (27), o lateral mais ofensivo do Bayern. No meio campo ofensivo, Ribery (7) e Robben (10) trocavam de posição (seta azul) e em alguns momentos jogavam mais próximos. Müller (25) guardava a posição dos pontas nesses momentos.

Chelsea:

No Chelsea, a maior movimentação aconteceu do meio para o ataque. Schürrle (14) e Hazard (17) trocavam de lado para dificultar a marcação do Bayern (sinalização em cinza). Schürrle começou pelo lado direito, mas atuou mais pela esquerda, com Hazard pela direita.

Mais uma vez Oscar foi o jogador com mais movimentação no meio de campo dos azuis. O brasileiro além de “cair” pelos lados voltava para armar o time entre zaga e meio (movimentação simbolizada pelas setas amarelas).

Sem a bola, o Chelsea formava a primeira linha de combate com 4 jogadores: Torres (9), Oscar (11), Hazard (17) e Schürrle (14). Quando recuperava a bola, Torres se desprendia dessa primeira linha e Oscar voltava para sua posição original como armador central.



Substituições

Bayern:
Rafinha por Javi Martínez
(10 minutos do 2º tempo).
Müller por Götze (25 minutos do 2º tempo).
Robben por Shaqiri (5 minutos da prorrogação).

Chelsea:
Schürrle por Mikel (41 minutos do segundo tempo).
Torres por Lukaku (7 minutos da prorrogação).
Hazard por Terry (7 minutos do segundo tempo da prorrogação).


Cech fez defesas incríveis durante o jogo, principalmente no final do segundo tempo e prorrogação. Neuer falhou no gol de Hazard, mas defendeu a última penalidade.


Aos 39 minutos do segundo tempo Ramires fez falta dura em Götze, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.



As penalidades



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Manchester United 0 x 0 Chelsea




“OXO”! Um dos jogos mais esperados no retorno dos campeonatos na Europa foi uma decepção. A partida não foi ruim, mas ficou devendo. Uma dívida de gols e de jogadas individuais. Foi um jogo de times espelhados não apenas taticamente, mas espelhados em falta de criatividade, agressividade e brilho.



Os times

1) De Gea, 4) Jones, 5) Ferdinand, 15) Vidic e 3) Evra; 23) Cleverley e 16) Carrick; 25) Valencia, 19) Welbeck e 10) Rooney; 20) Van Persie.


1) Cech, 2) Ivanovic, 24) Cahill, 26) Terry e 3) A. Cole; 7) Ramires e 8) Lampard; 15) De Bruyne, 17) Hazard e 11) Oscar; 14) Schürrle.



Movimentação

Manchester United:

O principal “agente tático” do United foi Rooney. O atacante/meia/ponta/volante buscou jogo e foi o principal armador do time. Os vermelhos alternaram o esquema tático em vários momentos da partida. Rooney funcionou como segundo atacante (seta amarela) e quando isso acontecia, Van Persie (10) caia pela direita no comando de ataque. O camisa 10 do Manchester também comandava as ações no meio campo (seta vermelha), nesses momentos Welbeck (19) se juntava ao holandês no ataque (seta amarela).



Chelsea:

No Chelsea, a movimentação tática foi maior. Os jogadores ofensivos se alternavam com mais frequência. Sem um centroavante  típico, o alemão Schürrle atuou no setor a maior parte do tempo, os azuis trocaram de posição em quase toda a partida. Oscar (11) e Hazard (17) alternaram como o jogador central de armação (<—>). O brasileiro, em alguns momentos, também atuou pelo lado direito do campo, principalmente na primeira etapa.



ROONEY:

O jogador do United foi volante, meia, atacante e defensor. Os “botões” cinzas mostram a movimentação e atuação de Rooney. Em alguns momentos o jogador se juntou à linha de volantes formada por Carrick (16) e Cleverley (23). Essa movimentação não indica, necessariamente, uma ação defensiva. Rooney voltava para armar e iniciar as jogadas. Também foi armador pelos dois lados. No segundo tempo demonstrou uma disposição invejável ao cobrir a subida do lateral mais ofensivo do time, Evra (3). Em certo momento Rooney desarmou o ataque do Chelsea na linha de fundo.

Depois da entrada de Ashley Young (18), Rooney “caiu” mais pela esquerda. Nessa posição, e aproveitando as características de Young, Rooney arriscou algumas vezes as inversões de jogo com lançamentos longos nas costas de Ashley Cole, o lateral mais ofensivo do Chelsea.



OSCAR:

O brasileiro foi quase a versão Rooney no Chelsea pela constante movimentação e alteração como “peça tática”. Oscar jogou pelas pontas (esquerda e direita), foi armador central, se juntou à linha de volantes formada por Ramires (7) e Lampard (8). Mais que isso, o meia buscou jogo e até começou a armar o time antes das linhas de volantes. Buscou bola com os zagueiros do seu time e melhorou a saída de bola do Chelsea (movimentação representada pelas linhas azuis e “botões” em preto).



As alterações

Manchester United:
Valencia (25) por Ashley Young (18) aos 21 minutos do 2º tempo.
Welbeck (19) por Giggs (11) aos 33 minutos do 2º tempo.

Chelsea:
De Bruyne (15) por Torres (9) aos 14 minutos do 2º tempo.
Schürrle (14) por Mikel (12) aos 42 minutos do 2º tempo.
Hazard (17) por Azpilicueta (28) nos acréscimos.



Polêmica:

Assim como lances de perigo, os lances polêmicos foram poucos. O United reclamou de dois lances na área. No primeiro, por volta dos 15 minutos do segundo tempo, a bola bateu no braço de Lampard. Bola na mão. No segundo lance a bola bateu no corpo de Mikel, nada a marcar.


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Bayern De Munique x Borussia M’gladbach: A volta da Bundesliga




O campeonato Alemão de futebol está de volta! A temporada 2013/2014 começou com uma bela e simples cerimônia de abertura. Em campo, o multicampeão Bayern de Munique enfrentou o Borussia M’gladbach. Muita expectativa para o início de trabalho do também multicampeão Pepe Guardiola. O técnico colocou em campo o time base da temporada passada, mas a postura da equipe foi um pouco diferente.





Análise tática:


O Bayern iniciou o jogo com: 1) Neuer, 21) Lahm, 17) Boateng, 4) Dante e 27) Alaba; 31) Schweinsteiger, 39) Kroos, 25) Müller, 7) Ribery e 10) Robben; 9) Mandzukic.





Schweinsteiger desempenhou duas funções: Volante e líbero. Como líbero, Lahm e Alaba ganharam mais liberdade para o apoio e Kroos foi o armador da equipe.





Guardiola alterou o time na segunda etapa, aos 28 minutos substituiu Schweinsteiger por Kirchhoff. A nova contratação do Bayern vem agradando o treinador que o testou nas partidas amistosas de pré-temporada. O jogador (zagueiro/volante) entrou fazendo praticamente a mesma função de Schweinsteiger. Com mais características defensivas, o líbero deixou os jogadores de meio campo com maior liberdade para atacar.



Aos 32 minutos do segundo tempo, Guardiola tirou Müller e lançou o lateral direito Rafinha (também bastante testado nos jogos de preparação). Com isso, Lahm foi para o meio. O lateral alemão tem sido testado nessa posição e, ao que parece, agrada Guardiola. Quando joga assim, Lahm faz lembrar Xavi, pela função, liderança e importância para o time.





Nessa nova formação, Kroos ganha mais liberdade para chegar ao ataque. No setor ofensivo, Ribery, Robben e Madzukic trocam de posição com mais frequência.



Aos 40 minutos da etapa final, Kroos deu lugar a Martínez. O espanhol jogou por poucos minutos e desempenhou função semelhante ao substituído.






O Jogo:



O Bayern de Munique, como já era esperado, dominou a partida. Aos 12 minutos do primeiro tempo abriu o marcador com Robben depois de belo lançamento de Ribery. O holandês pegou de primeira vencendo o goleiro Stegen.


Logo depois, aos 15 minutos, foi a vez de Madzukic balançar a rede. O croata, sempre oportunista, aproveitou o rebote do goleiro para ampliar o marcador. Bayern 2 x 0.


Trapalhada! Aos 40 minutos o brasileiro Dante tentou antecipar um cruzamento e desviou contra o próprio gol. 2 x 1.


No segundo tempo o Bayern criou inúmeras chances de gol. Kroos se destacou pelas tentativas de chutes de fora da área. Aos 22 minutos o zagueiro Álvaro Domínguez tocou na bola com a mão: Pênalti! Müller foi para cobrança e o goleiro Stegen espalmou. No rebote, confusão na área e nova penalidade. De quem? Domínguez! Mais uma vez o defensor usou o braço para cortar a bola. Dessa vez a cobrança ficou com Alaba e o lateral não perdoou. Bayern 3 x 1.


O Trapalhão:


O zagueiro brasileiro Dante escapou por pouco do “troféu trapalhão” mesmo fazendo um gol contra. Com duas penalidades em sua conta, Álvaro Domínguez não deixou escapar o “prêmio”.





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Neymar no Barcelona: em busca da titularidade




A tarefa de Neymar parece fácil, substituir Alexis Sánchez ou Pedro Rodriguez? Moleza! Dependendo da carga que se dá, pode ser simples assim. Ao acompanhar uma transmissão, percebemos tendências. Até construímos conceitos e passamos a acreditar no comentário como uma verdade absoluta. Cuidado!





Sánchez, embora não tenha feito uma boa temporada (2012/2013), é um ótimo jogador. Agressivo e rápido, muitas vezes tenta a jogada individual. Um erro? Não, talvez tenha faltado justamente isso ao jogador nesses últimos meses. Não é ignorando suas características que será efetivado como titular.





Pedro, embora “garimpado” do San Isidro ainda muito jovem (por volta dos 16 anos, 2003/2004), pode ser considerado “prata da casa”. O jogador passou pelas equipes C, B até chegar ao time profissional e foi uma espécie de amuleto na campanha vitoriosa do Barça na Liga dos Campeões 2010/2011. Desconhecido por muitos, Pedrito teve, talvez, seu melhor momento na equipe. Na temporada passada também não foi destaque, mas é figura constante na seleção espanhola, até como titular.





Neymar chega cercado por muita expectativa. É jogador da seleção brasileira, titular absoluto e protagonista! Tem tudo para conquistar uma vaga na equipa base do Barcelona, mas é preciso calma e sabedoria para não ficar refém da ponta-esquerda. Sim, a “zona de conforto” do ex-santista poderá ser uma barreira para seu progresso.





É muito cedo para tirar conclusões. No amistoso Barcelona x Santos, na última Sexta-Feira (02/08), o jovem atacante entrou na segunda etapa e teve o prazer de dividir o gramado com Messi por pouco tempo, em torno de 16 minutos. Neymar foi bem, mas poderia ter feito mais. Tentou participar do jogo coletivo ao trocar passes, não arriscou muitas jogadas individuais, mas se apresentou para o jogo e recebeu várias bolas dos companheiros. O grande problema foi seu posicionamento. Na ponta-esquerda, não estático, mas preso.





Diferente de Pedro, a quem substituiu, Neymar não trocou de lado com Sánchez. Pedro e Alexis fizeram algumas boas tabelas na primeira etapa e construíram boas jogadas, não como pontas, distantes e opostos, mas como uma dupla de atacantes. Bem verdade que Neymar não teve tanto tempo para isso, o jogador chileno saiu do jogo pouco tempo depois da entrada do brasileiro. Mas faltou mobilidade. Em poucos momentos apareceu no meio e, talvez por isso, teve poucas chances de gol. O brasileiro deu excelente passe para Fàbregas marcar, mas poderia ter feito um pouco mais. Pelo menos é o que se espera de um jogar com tanta qualidade.





Não desmerecendo Sánchez ou Pedro, mas parece natural que Neymar ganhe mais oportunidades como titular. Também é natural que consiga a confiança do treinador Tata Martino. Mas para que isso aconteça, Neymar precisará fazer mais que os dois e tem tudo para fazer, basta esquecer sua zona de conforto. Basta participar do jogo coletivo e não esquecer que foi contratado para fazer a diferença, mesmo dividindo holofotes com o melhor do mundo.


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Veja também:Neymar no Barcelona


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Copa das Confederações: O Apito Final




Fim de papo! Está encerrada mais uma edição da Copa das Confederações! Ontem, Domingo (30/06), foi definido o “pódio” da competição (imagem acima). O Brasil trucidou a campeã mundial por 3 x 0, enquanto a Itália superou a forte temperatura, o desgaste e a Celeste (decisão nos pênaltis).


A seleção italiana superou o Uruguai e ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações. O técnico da Azzurra, Cesare Prandelli, lançou alguns reservas, poupou seu principal jogador, Pirlo, e contornou o fantasma que rondava o elenco da Itália: O cansaço! O jogo foi movimentado, os italianos começaram pressionando e foram melhores em boa parte do cotejo. Uma das surpresas na equipe titular foi o meia-atacante Diamanti. O jogador do Bologna participou diretamente dos dois gols da Itália. Cavani foi o destaque da seleção Uruguaia ao marcar duas vezes. A partida terminou empatada nos 90 minutos (2×2) e na prorrogação (sem gols). Nos pênaltis a Itália foi mais eficiente e venceu por 3×2 (Aquilani, El Shaarawy e Giaccherini/ Cavani e Suárez). Forlán, Cáceres e Gargano bateram mal e facilitaram a vida do goleiro Buffon. O lateral De Sciglio foi o único italiano a perder a cobrança.

Gols no tempo normal: Cavani (2) – Uruguai/ Astori e Diamanti (Itália).

O Brasil surpreendeu a Espanha e fez o primeiro gol (Fred) no segundo minuto de jogo. Os comandados de Felipão pressionaram a saída de bola espanhola, dificultando a troca de passes da Roja. Os outros gols foram marcados por Neymar (aos 43 de primeiro tempo) e Fred, o segundo dele, aos 2 minutos do segundo tempo. O Brasil não jogou com 3 zagueiros como fez a Itália (na semifinal contra a Espanha), mas conseguiu rechear seu meio de campo. Luiz Gustavo, que nos jogos anteriores fez o papel de líbero em alguns momentos, jogou como primeiro volante e teve como principal alvo de marcação o meia Iniesta. Com isso, Paulinho jogou pelo lado esquerdo com o papel de acompanhar o volante/meia Xavi. Oscar voltou a jogar bem e Neymar foi o destaque.




Alguns duelos táticos foram marcantes na final. O mais aguardado e perigoso, para os espanhóis, acabou se confirmando, o que foi ótimo para a seleção brasileira. Arbeloa sofreu ao marcar Neymar no “mano a mano”. Um duelo para lá de ingrato. As boas surpresas brasileiras foram Paulinho e Luiz Gustavo que trabalharam muito bem e  formaram uma bela dupla de volantes. O jogador do Corinthians foi deslocado para a esquerda e marcou Xavi com eficiência, enquanto do lado direito, Luiz Gustavo  limitou o desempenho de Iniesta, o melhor jogador espanhol na competição.


A seleção italiana voltou a mostrar sua força. E consolida o estilo agressivo e leve proposto por seu treinador Prandelli. Além disso, a Azzurra apresenta boas variações de jogo e alterna formações táticas e escalações de acordo com o adversário. Grata surpresa!

A seleção brasileira está fortalecida! Não apenas com o título, mas com a confiança de que pode enfrentar as grandes potências. Além de ter reconquistado boa parte da torcida (carente e à espera de uma seleção com mais brilho e “pegada”).  Alguns ajustes podem e devem ser feitos e variações de jogo precisam ser testadas para aumentar o repertório do time.

A Espanha não morreu. Continua sendo uma das grandes seleções e merece todo o respeito, mas esteve muito abaixo do seu potencial na Copa das Confederações e precisa repensar algumas questões. Del Bosque, que não contou com Xabi Alonso (machucado), abriu mão do segundo volante e voltou a apostar no camisa 9. Não funcionou! A lateral direita também precisa de novos testes. Uma possibilidade é voltar a escalar Sergio Ramos no setor e lançar outro zagueiro. Ou fazer o mais simples e passar a confiança necessária para o promissor Azpilicueta.





Os palpites para os dois jogos foram por água abaixo, 100% de erro! Sem chutões nas próximas postagens!


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